Comentário

Pelotas, terra da poesia, da música, do doce e do Café Aquários

13 de Janeiro de 2018 - 05h00 0 comentário(s) Corrigir A + A -

Por: Nery Porto Fabres
Professor

Cá estamos em Pelotas, terra da garoa, da cultura, do charque, dos doces, da praia do Laranjal, das avenidas que se interligam graças ao amigo Irajá Rodrigues. Cá estamos em Pelotas! Aqui a terra lança por sobre ela as frutas mais saborosas da Região Sul do Brasil, há pêssegos aos quatro cantos. Terra de Vitor Ramil, Aldyr Schlee, Simões Lopes, Glória Menezes e tantas outras estrelas que brilham em várias artes e em variadas épocas de nossa história, terra dos teatros, da praça Coronel Pedro Osório, do Café Aquários, do Mercado Central e do largo cultural que sedia a prefeitura municipal.

As livrarias, o Calçadão, as lojas sortidas, os bares, os restaurantes e os sorrisos dos pelotenses somam e se misturam na percepção da metrópole que se destaca no Sul do país. Pelotas tem vida, tem local para a Fenadoce, tem alegria e agora tem estrada com vias de mão única para conduzir os pelotenses à praia de mar.
Seus acessos rodoviários ganharam maiores dimensões, há viadutos que permitem aos turistas e moradores se deslocarem com segurança. As avenidas estão se alargando para comportar o volume de veículos, os construtores estão fazendo esforços para aumentarem o número de ofertas de imóveis, as universidades estão recebendo mais alunos, a pesquisa agrícola deu um salto para o futuro. A área rural está recebendo energia elétrica e água encanada.

Cá em Pelotas, as aves gorjeiam nas floridas praças e avenidas, nas margens do Arroio Pelotas, nos balneários: Santo Antônio, dos Prazeres, Valverde, Novo Valverde e Colônia Z-3. Há a natureza em evidência em todos os cantos. Pelotas tem uma geografia pitoresca em sua volta, há os morros das colônias que embelezam quaisquer fotografias ou pinturas.

Embora eu tenha formação em Direito e Letras, além de cursar História e percorrer o caminho das ciências criminais, não me deixarei olhar apenas para o mundo do crime que Pelotas quer mostrar por folhas de jornais e telas de smartphones, tabletes e TVs. Há em Pelotas muito mais a ser mostrado.

Atualmente o mundo está em crise política, social e cultural. Desta forma, ao abordar-se a criminalidade de forma equivocada, se poderá trazer para o campo social a palavra como um instrumento para servir à cultura da violência. Ou seja, a palavra escrita e difundida por ondas de rádio será usada com o peso de sacramentar este costume para as gerações seguintes. Logo, tem-se que olhar com cautela para as ações midiáticas que poderão refletir sobre a formação de valores futuros.

Pelotas está no caminho do progresso pela proximidade de um dos maiores portos do Brasil, e ainda será beneficiada por uma usina termelétrica, a qual se projeta a sua construção em Rio Grande. A geração de empregos, a organização nas escolas básicas, nas faculdades, no comércio e na indústria deveriam ser o foco de todos os canais da mídia, e das conversas no Café Aquários; quanto à violência é caso de polícia e, não se falando dela, ela desaparece.


Comentários

Diário Popular - Todos os direitos reservados