Artigo

À prefeita de Pelotas (II)

11 de Outubro de 2017 - 05h00 0 comentário(s) Corrigir A + A -

Por: Marcelo Bertholdi Oxley, jornalista colaborador

Há algumas semanas escrevi sobre determinados problemas históricos na praia do Laranjal. Muitos moradores do local e de outros bairros apresentaram, através de mensagens, alguns prós e contras sobre "melhorias".
Senhora prefeita, eu aguardei e aguardo um posicionamento seu sobre os valores arrecadados e o destino dos mesmos. Sei que a senhora tem muito mais a fazer do que responder um anônimo como eu. Porém, meu voto foi seu. E espero uma resposta, um sinal de fumaça ou aquilo que mais quero: melhorias para todos os bairros que necessitam.

Se, por coincidência, estiveres, de fato, acompanhando estas linhas, lhe digo: não tenho qualquer partido político ou bandeira. Confesso-lhe, ao pé do ouvido, que a palavra "política" não me faz nada bem, me assusta. Por ela, nutro, muitas vezes, um sentimento de vergonha, inclusive.

Não entenda como uma crítica destrutiva o meu pensamento de outrora. É uma análise baseada em fatos, verdades e descontentamento de muitos moradores de diversas localidades de Pelotas.

Poderia ficar citando alguns pontos que precisariam melhorar, mas como lhe escrevi anteriormente, Pelotas está melhor, mais bonita e agradável. Criticar, eu sei, é bem mais fácil. Aqui, no meu trabalho, também recebo avaliações diariamente e lhe confesso que algumas me deixam, de certa forma, triste. Todavia, sigo em frente. O que lhe peço é apenas uma resposta. O que lhe pedimos é somente uma atenção.

Os impostos arrecadados pela prefeitura, mensalmente, não são o bastante para trazer diversas melhorias para o Laranjal? A senhora tem certeza disto? O que há de errado em dar ao Laranjal o que é do Laranjal? Ou, repassar ao Fragata, Dunas, Bom Jesus, Sanga Funda, os percentuais que os mesmos arrecadam? Não é possível que nunca sobre nada.

Por outro lado, vejo um desânimo anormal nos prestadores de serviços (terceirizados ou não) desta nossa casa, a prefeitura. Não seria capaz e muito menos leviano de tentar distinguir e apontar o que há de errado. Porém, precisamos de uma mão de obra convicta, única e voltada à sociedade, a qual paga os seus salários. Se a prefeitura não estiver interligada e unida com os seus trabalhadores, o trem não deverá andar.

Senhora prefeita, é preciso um pouco mais de ação, em todos os sentidos.

 


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