Editorial

A desinformação com a saúde infantil persiste

25 de Maio de 2018 - 05h00 0 comentário(s) Corrigir A + A -

Os pais brasileiros ainda têm percepções equivocadas sobre a saúde infantil e a proteção contra as doenças infecciosas em crianças, concluiu a pesquisa Doenças infectocontagiosas nos dois primeiros anos de vida - Mitos e temores das famílias brasileiras, realizado a pedido da Pfizer, com mil mães e pais de todas as regiões do país, através de entrevistas on-line.

O estudo que revelou esse cenário de desinformação levou, inclusive, a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) a lançar, em parceria com a responsável pelo trabalho, a campanha #Maisque um palpite.

Entre outros dados, a pesquisa apontou algumas confusões dos adultos no momento de adotar medidas preventivas contra as enfermidades. Embora 94% classifiquem a vacinação como uma forma de proteção muito importante, persistem mitos sobre as doses de reforço. Além disso, um em cada cinco entrevistados (20%) concorda, totalmente ou parcialmente, com a falsa crença de que as doenças imunizam o corpo melhor do que as vacinas. Esse percentual sobe para 22% na classe A e fica em 18% na classe C. Em outra frente, ao menos 30% dos pais estão convencidos de que higiene e cuidados pessoais são suficientes para prevenir essas doenças, o que não é verdade.

O popular mito de que as vacinas costumam causar a doença que deveriam prevenir também aparece. Pelo menos um a cada cinco entrevistados acredita nessa relação.

O comportamento de subestimar a gravidade de doenças infecciosas comuns na infância é outro ponto que chama a atenção. No recorte por estrato social, 21% dos pais da classe A concordam, totalmente ou parcialmente, que essas enfermidades são inofensivas, de modo que as crianças podem superá-las facilmente.
As informações são do Ibope Inteligência, responsável por realizar o trabalho.


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