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Novos compassos

Recheado de diferentes atrações e mobilizando cerca de 500 profissionais, Festival Internacional Sesc de Música começa nesta segunda-feira

13 de Janeiro de 2018 - 09h00 Corrigir A + A -

Por: Ana Cláudia Dias
anacl@diariopopular.com.br 

São mais de 50 apresentações musicais ao longo de 12 dias de evento (Foto: Flávio Neves)

São mais de 50 apresentações musicais ao longo de 12 dias de evento (Foto: Flávio Neves)

Manhã é dedicada aos cursos e a tarde para os ensaios (Foto: Jerônimo Gonzalez)

Manhã é dedicada aos cursos e a tarde para os ensaios (Foto: Jerônimo Gonzalez)

Concerto de encerramento será alusivo a trilhas sonoras do cinema (Foto: Flávio Neves)

Concerto de encerramento será alusivo a trilhas sonoras do cinema (Foto: Flávio Neves)

Concerto de encerramento será alusivo a trilhas sonoras do cinema (Foto: Flávio Neves)

Concerto de encerramento será alusivo a trilhas sonoras do cinema (Foto: Flávio Neves)

A mais aguardada programação musical de janeiro está confirmada e, nesta edição, chega recheada de novidades. A principal delas é a homenagem que o 8º Festival Internacional Sesc de Música faz ao aniversário do Conservatório de Música da UFPel, que em 2018 completa 100 anos de atividades.

Com programação fechada, um dos maiores da área na América Latina, o Festival Internacional Sesc de Música, que ocorre desta segunda-feira até o dia 26 deste mês, será aberto com recital dos professores do Conservatório na Bibliotheca Pública Pelotense. A apresentação faz parte de um dos 50 espetáculos gratuitos para toda comunidade, mas o maior propósito do Festival é oferecer qualificação a profissionais da área da música. Neste quesito, tem cada vez mais atraído a atenção dos instrumentistas que disputam vagas nos 24 cursos disponíveis.

As master classes reúnem 320 alunos, de estados e países diferentes, previamente selecionados. Para esta edição, o Sesc recebeu mais de 900 inscrições, um novo recorde.

Nestes 12 dias irão circular por Pelotas cerca de 500 profissionais, entre alunos, professores e equipe de apoio técnico, a maior estrutura já vista até então. Desta vez, por causa da inclusão do chorinho, aumentou as vagas em 30.

Mas, crescer em número de alunos não é meta dos organizadores. Isto por causa de um dos diferenciais que é oferecer hospedagem na rede hoteleira local e não em alojamentos.

Quem financia a hospedagem é a prefeitura, parceira no evento, por este motivo há um teto que não pode ser ultrapassado. “Acomodar os alunos em hotéis é muito significativo, dá uma nivelação técnica maior. Este ano também crescemos porque vamos trazer uma orquestra maior e outras orquestras com mais gente”, fala o gerente de Cultura do Sesc-RS, Sílvio Alves Bento.

Com estrutura e planejamento consolidados, as negociações com os profissionais que irão ministrar as aulas se realiza entre março e abril. O maior desafio é manter o empresariado local junto com o evento e também tentar estimular que outras instituições e empresas colaborem. “Não podemos perder apoiadores e sim ganhar novos com investimentos diretos ou com apoio nas atividades.”

O choro está de volta
Novidade desta edição é o retorno do Núcleo de Choro, que foi destaque nas duas primeiras edições, em 2011 e 2012. O gerente explica que desde então não havia demanda para o estilo. 

Com o fortalecimento da Oficina do Choro no Santander Cultural, em Porto Alegre, surgiu o interesse dos músicos deste grupo em participar do festival. “Pensamos na possibilidade de retomar e nós incitamos a procura”, comenta o gerente, lembrando ainda que Pelotas possui também um movimento forte neste estilo. Além de participar das oficinas, o grupo de choro do festival irá se apresentar para os pelotenses.

Dentro da programação de shows, outra novidade será a realização de dois concertos na praia do Laranjal. O palco que se costuma ver no centro da cidade para a apresentação de encerramento será montado na areia. O espaço abrigará três espetáculos.

O aparato tem objetivo de dar mais conforto ao grande público que costuma prestigiar as atividades na praia. “Existe um público que aumenta a cada ano e tínhamos uma tenda que não facilitava a visualização”, esclarece. Somente as cadeiras ainda ficarão por conta da plateia.

Show na rua
E se a plateia da praia ganhou um novo cenário para o evento, o público da Centro Histórico também terá algo novo para marcar a oitava edição. No dia 21 será inaugurada a Rua do Festival. Uma atividade que irá fechar a quadra da Lobo da Costa que passa pelo Theatro Guarany, palco de vários concertos.

Em frente ao teatro, das 16h30min até as 20h30min, haverá maratona de músicos e o público ainda poderá se deliciar com as iguarias apresentadas pelos food trucks que estarão no local. Uma espécie de jam session, com inscrição prévia feita ao longo da semana.

A intenção dos organizadores do Festival é manter o público mobilizado e ainda proporcionar mais palcos para os alunos se apresentarem. “Não há espaço para todos os 300 alunos e eles querem participar dos concertos”, diz Alves Bento.

Se tem novidade de um lado, de outro tem ação que ganhará reforço neste ano. Em 2017, o Festival abriu espaço para os grupos de educação musical do Sesc. O representante foi a Orquestra de Câmara Sesc Minas Gerais, que retorna e vem acompanhada pela Orquestra de Piauí e Orquestra Jovem de Sergipe. Todos participarão do Festival na Comunidade. “Queremos incentivar esses grupos formados pelo Sesc nesses estados.”

O Festival na Comunidade é outro queridinho dos organizadores do evento. A ação busca disseminar a música além dos locais tradicionais de concerto, com o objetivo de disseminar a cultura e formar novas plateias. As apresentações chegam a hospitais, escolas, asilos e centros comunitários. “A descentralização é um super êxito”, diz.

Para quem costuma prestigiar a primeira semana do evento, o gerente destaca a participação do Ensemble Berlin, formação com músicos da Filarmônica de Berlim. Alguns deles serão professores do Festival, mas esta é a primeira vez que se apresentam em Pelotas.

A segunda noite será a vez do Carlos Malta e Pife Muderno, do Rio de Janeiro. Na sequência, o Theatro Guarany receberá o quinteto de violoncelo UDI Cello Ensemble, formação de violoncelos de Minas Gerais.

No dia 18 haverá grande concerto com SpokFrevo Orquestra, de Pernambuco, que desenvolve repertório ligado ao frevo. Esse mesmo concerto será realizado na praia do Laranjal. “Nos enche de orgulho proporcionar essa troca de experiências, esse momento de cultura e lazer que o festival promove.”

O quê
8º Festival Internacional Sesc de Música

Quando
de segunda-feira até o dia 26 deste mês, em Pelotas.

Como
durante o Festival, no turno da manhã, acontecem as classes (cursos); no período da tarde, os ensaios; e à noite, as apresentações, todas com entrada franca para a comunidade.

Ingressos
As entradas são limitadas para quem quiser conferir as apresentações que ocorrem no Theatro Guarany, no entanto é necessária a retirada antecipada de ingressos. A organização sugere a doação de um quilo de alimento não perecível, que serão direcionados a entidades sociais cadastradas junto ao Programa Mesa Brasil Sesc. Cada pessoa poderá retirar um par de ingressos por apresentação, conforme cronograma: dias 15, 16 e 17 deste mês - retirada de ingressos para espetáculos de 15, 16 e 17; dias 15, 16, 17, 18, 19 e 22 - retirada de ingressos para espetáculos de 18, 21 e 22; dias 17, 18, 19, 22, 23, 24 e 25 - retirada de ingressos para espetáculos de 23, 24 e 25. Os ingressos serão distribuídos na bilheteria do teatro (rua Lobo da Costa, 489), de segunda a sexta-feira, das 9h às 12h e 13h30min às 18h30min.

Dados gerais
50 professores de 11 nacionalidades diferentes.

Cerca de 500 profissionais da música, entre professores, alunos, músicos e técnicos.

Espetáculos gratuitos (concertos no Theatro Guarany, espetáculos nos palcos externos, recitais de alunos, concertos de Música de Câmara e recitais na comunidade).

24 cursos disponibilizados, reunindo cerca de 300 alunos de diversos estados e países.

A realização do Festival é do Sistema Fecomércio-RS/Sesc e tem o apoio institucional da Prefeitura Municipal de Pelotas e apoio cultural das Universidades Federal e Católica, Faculdade Senac, Unisinos, Bibliotheca Pública Pelotense, Ospa, Expresso Embaixador, Arroz Extremo Sul, Biri Refrigerantes e Café 35.

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