Esforços

Reforço na segurança chega nesta sexta-feira a Pelotas

Reunião no 4ºBPM tratou de estratégias, planejamentos e novas ações de combate à criminalidade

16 de Maio de 2018 - 23h28 Corrigir A + A -

Por: Giulliane Viêgas
giulliane.viegas@diariopopular.com.br

Titular da 18ªDPR, delegado Márcio Steffens, apresentou balanço das ações da Polícia Civil (Foto: Jô Folha - DP)

Titular da 18ªDPR, delegado Márcio Steffens, apresentou balanço das ações da Polícia Civil (Foto: Jô Folha - DP)

Pelotas recebe nesta sexta-feira (17) reforço de militares do Batalhão de Operações Especiais (BOE) de Porto Alegre para atuar no combate ao tráfico de drogas e a homicídios cometidos na cidade. A tropa vai circular por bairros que concentram alto índice de criminalidade, conforme levantamento estratégico feito pela Brigada Militar (BM). O grupo vai permanecer na Princesa do Sul por tempo indeterminado.

O anúncio foi feito ontem, pelo subcomandante-geral da Brigada Militar, coronel Eduardo Biacchi, durante reunião no 4º Batalhão de Polícia Militar (BPM) que tratou da segurança dos pelotenses. Além do reforço da tropa, o oficial informou que, nos próximos dias, 20 novos policiais estarão atuando no policiamento da cidade. A perspectiva é de que em seguida, mais 20 policiais sejam enviados a Pelotas. "O comando-geral da BM tem conhecimento do aumento dos índices de violência de Pelotas, provocados, principalmente, pela guerra do tráfico. As ações estarão focadas no combate a esses grupos", comentou.

O chefe da Polícia Civil do Estado, Emerson Wendt, falou da possibilidade de instalar um Núcleo de Repressão à Lavagem de Dinheiro na cidade. Ele disse ainda que a 18ª Delegacia de Polícia Regional (DPR) está com novo planejamento nas ações desenvolvidas pelas delegacias com foco na redução dos indicadores criminais. "O trabalho está reforçado e o Estado com projeto de horas extras para aumentar a elucidação dos casos que hoje está com bons resultados, de 70%", afirmou.

O reforço de agentes na Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) chegou em fevereiro deste ano, quando a cidade registrou 24 assassinatos em dois meses. Desde o início do ano, 50 pessoas foram mortas, 90% ligadas ao tráfico de drogas e à disputa territorial entre organizações criminosas.

A prefeita de Pelotas, Paula Mascarenhas (PSDB), comentou que o aumento do número de homicídios já estava previsto quando o projeto Pacto Pelotas pela Paz foi lançado. Entretanto, a chefe do Executivo considera que, a longo prazo, através das ações realizadas entre os órgãos de Segurança Pública, os números comecem a baixar. Segundo ela, os crimes patrimoniais já apresentaram redução e devem ser mostrados nesta sexta no Gabinete de Gestão Integrada (Ggim), durante apresentação do primeiro quadrimestre das ações do Pacto pela Paz. "É uma união de esforços. Não é de um dia para outro, temos que continuar trabalhando em conjunto para reduzir os índices de homicídios que são altos", disse.

No sábado, o governo do Estado vai divulgar os índices criminais do Rio Grande do Sul dos primeiros meses de 2018.

 


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