Sentença

Líder de organização criminosa de Pelotas é condenado

Eder Souza dos Santos, o Edinho, compareceu ao julgamento nesta terça-feira; ele voltará para o Presídio Federal de Mossoró, no Rio Grande do Norte, onde estava recluso

15 de Maio de 2018 - 19h22 Corrigir A + A -

Por: Redação
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Edinho foi acusado pelo Ministério Público (MP) de tentativa de homicídio ocorrida no dia 12 de outubro de 2015, no Simões Lopes, após ter a casa em que morava atingida por diversos disparos; na ocasião, segundo o MP, Eder teria decidido ir em busca de seus rivais na companhia de Thiago Melo, condenado a dois anos e seis meses (Foto: Gabriel Huth - DP)

Edinho foi acusado pelo Ministério Público (MP) de tentativa de homicídio ocorrida no dia 12 de outubro de 2015, no Simões Lopes, após ter a casa em que morava atingida por diversos disparos; na ocasião, segundo o MP, Eder teria decidido ir em busca de seus rivais na companhia de Thiago Melo, condenado a dois anos e seis meses (Foto: Gabriel Huth - DP)

O Tribunal do Júri condenou nesta terça-feira (15) Eder Souza dos Santos, o Edinho, líder de uma das organizações criminosas que disputam o domínio do tráfico de drogas em Pelotas, a três anos e seis meses de reclusão pelo crime de disparo de arma de fogo. Edinho é uma das lideranças do crime organizado no Estado que foram transferidas para presídios federais em julho do ano passado, durante a Operação Pulso Firme. Atualmente ele está recluso no Presídio Federal de Mossoró, no Rio Grande do Norte.

Edinho foi acusado pelo Ministério Público (MP) de uma tentativa de homicídio ocorrida no dia 12 de outubro de 2015, no bairro Simões Lopes, após ter a casa em que morava atingida por diversos disparos. Na ocasião, segundo o MP, Eder teria decidido ir em busca de seus rivais na companhia de Thiago Melo, condenado a dois anos e seis meses em regime aberto.

Em uma motocicleta Edinho e Thiago - motorista do veículo - teriam avistado, na rua Manduca Rodrigues, dois rapazes que acreditaram ser seus desafetos. Eder, então, teria atirado contra os jovens que estavam em uma Yamaha Factor preta, sendo um deles ferido. No entanto, os alvos nada teriam com a disputa territorial das organizações.

Logo em seguida, Edinho e Thiago foram presos pela Brigada Militar (BM), após troca de tiros. Com Eder, conforme o Ministério Público, a BM encontrou uma pistola 9 milímetros e um colete à prova de balas. Os réus negaram os fatos.

O Júri, no entanto, entendeu que o caso não se trata de tentativa de homicídio, mas de disparo de arma de fogo. Para o promotor José Olavo dos Passos, embora entenda diferentemente dos jurados, considera a condenação da dupla satisfatória. "Vejo como tentativa de homicídio, mas se atingiu a condenação, o resultado foi positivo", avaliou. Eder dos Santos e Thiago Melo seguem presos no regime fechado.

Segurança
Para chegada do líder da organização criminosa que domina a galeria D do Presídio Regional de Pelotas (PRP), os órgãos de Segurança Pública montaram esquema especial, para evitar qualquer tentativa de resgate ou atentado. No Salão do Júri a segurança estava reforçada.

Após audiência em que foi condenado, Éder Souza dos Santos retornou ao Presídio Federal de Mossoró. Thiago foi encaminhado novamente ao Presídio Regional de Pelotas para cumprir sua pena.


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