Visibilidade

Situação das doceiras em debate na Câmara

Alocadas na Rua do Doce há mais de um ano, profissionais amargam queda expressiva nas vendas

17 de Abril de 2018 - 10h29 Corrigir A + A -
Categoria afirma que o consumidor não sabe da localização (Foto: Jô Folha - DP)

Categoria afirma que o consumidor não sabe da localização (Foto: Jô Folha - DP)

Uma reunião pública na Câmara de Vereadores vai discutir a situação das bancas da Rua do Doce. Desde que foram deslocadas do calçadão da rua Andrade Neves para a travessa Ismael Soares, as vendas nas docerias caíram significativamente. O encontro, convocado pelo vereador Ademar Ornel (DEM), está marcado para as 19h desta terça-feira (17) e é aberto ao público.

A Rua do Doce existe há 32 anos. No início, era fixada na rua 7 de Setembro. Depois, migrou para a praça Coronel Pedro Osório, para o Mercado Central e, finalmente, para o Calçadão, próximo à rua Lobo da Costa. A doceira Sônia Clasen integra a iniciativa há 30 anos e viu todas essas mudanças acontecerem. "Esse é o pior lugar que já nos colocaram", afirma, referindo-se à travessa Ismael Soares.

A última troca de local foi motivada por dois fatores: a construção da loja Lebes e a requalificação do Calçadão. As bancas ficavam bem em frente à atual fachada da loja. Por isso, a troca foi urgente e feita bem antes de as obras no Calçadão avançarem até lá. O novo lugar destinado às docerias, porém, recebe muito menos fluxo de pessoas do que o anterior, diminuindo consideravelmente as vendas.

Já faz um ano e cinco meses da mudança e está ficando cada vez mais complicado pagar as contas. "Antes a gente trabalhava para construir alguma coisa, para ter o nosso patrimônio. Hoje, trabalhamos só para pagar as contas da banca", compara Sônia. A funcionária de uma das bancas Fernanda Santana reitera as palavras da colega. "O público não diminuiu, ele sumiu", fala.

De acordo com Fernando Estima, secretário de Desenvolvimento, Turismo e Inovação, a solução para o problema já está em andamento. As doceiras serão alocadas na esquina das ruas 7 de Setembro e Andrade Neves assim que a requalificação do Calçadão estiver concluída. O projeto prevê a construção de oito bancas: seis para a comercialização dos doces, uma para estoque e uma será o banheiro. "Até lá, nós ajudamos em questões pontuais como a fiscalização", comenta o secretário. A previsão é de que a obra dure de dez a 12 meses.

Todos os comerciantes do local afirmam que não conseguirão aguentar muito tempo nesta situação. Por isso, o intuito da audiência é remediar a situação o mais rápido possível. Dentre os pedidos, o mais importante na visão deles é divulgação. "A população ainda não sabe que nós estamos aqui", comenta Sônia. Porém, segundo a doceira, um outro lugar com mais movimento seria a saída ideal. "Nós temos todos os requisitos para comercializar os doces. Só pedimos mais respeito e reconhecimento para esse lugar tão importante", finaliza.


Comentários


Diário Popular - Todos os direitos reservados