Crescimento

Sine preencheu 80% das vagas em 2017

Números, superiores à média nacional, foram motivados pela retomada pós-crise

16 de Abril de 2018 - 08h19 Corrigir A + A -
Melhor divulgação das vagas também ajudou, garante o coordenador (Foto: Gabriel Huth - DP)

Melhor divulgação das vagas também ajudou, garante o coordenador (Foto: Gabriel Huth - DP)

Bruno Silveira tem boas expectativas de conseguir o emprego (Foto: Gabriel Huth - DP)

Bruno Silveira tem boas expectativas de conseguir o emprego (Foto: Gabriel Huth - DP)

O crescimento do número de vagas preenchidas pela agência do Sistema Nacional de Empregos (Sine/FGTAS) em Pelotas superou a média nacional em 2017, em comparação com 2016. Enquanto o Ministério do Trabalho registrou 36,7% de preenchimento, no município esse percentual chegou a 80%.

Há dois anos 522 pessoas foram empregadas graças à agência pelotense, enquanto no ano passado foram 941, de acordo com os dados da Fundação Gaúcha do Trabalho e Ação Social (FGTAS). O coordenador da agência em Pelotas, Glauber Bürkle, atribui o avanço a diversos fatores. Um dos motivos citados por ele é a retomada das empresas após o período de crise econômica, o que aumentou a procura por parte do setor que emprega. Além disso, o Sine buscou aprimorar a divulgação das vagas justamente para preencher esta demanda. Ele destaca a gratuidade completa do Sine, tanto ao contratante quanto a quem se aplica às vagas como fatores atraentes para estes públicos.

O motivo para o número de vagas ser superior ao de contratados também é explicado por Bürkle. Elas são preenchidas pelas empresas e estas, por vezes, não avisam o Sine. Além disso, as que sobram são deixadas para o mês seguinte, e por isso há sempre um acúmulo no número geral dos dados da FGTAS.

Maiores procuras
Em 2016 a área com mais pessoas contratadas era a de motorista de caminhões, seguida por trabalhadores da linha de produção e vendedores de comércio varejista. Para Bürkle, o segundo e o terceiro colocados são normais, já que Pelotas é uma cidade com muito varejo e indústrias. A surpresa na liderança da lista é explicada pela instalação da BBM naquele ano, empresa responsável pelo transporte de madeira no Porto de Pelotas, iniciando os trabalhos e demandando maior mão de obra.

Já em 2017, a manutenção e edificação na construção civil tomou a liderança, sendo a área com maior preenchimento, seguida pela indústria de grãos vegetais e linha de produção. Os vendedores de comércio varejista e motoristas de caminhão caíram para a quarta e sexta posição, respectivamente.

Para este ano o cenário é de otimismo. No primeiro trimestre, os dados da FGTAS já indicam 193 contratações no Sine Pelotas, superando os 116 de 2016, mas ainda atrás dos 252 de 2017. Uma das pessoas em busca desta colocação é Bruno Silveira. Aos 23 anos, teve o currículo selecionado por uma empresa através do Sine. Na manhã de sexta-feira, Bruno aguardava pela entrevista, mirando a vaga de serviços gerais. "A expectativa é muito boa. Tomara que dê tudo certo", comentou o jovem.

Preparando-se para o mercado
O coordenador regional do Sine Pelotas, Maicon Machado, destaca que a preparação é fundamental para encaixar-se em alguma vaga. Segundo ele, cada vez mais a mão de obra especializada é procurada pelas empresas.

Para ampliar esta conscientização entre os jovens, o órgão lançou o projeto Sine Nas Escolas, que orienta alunos dos anos finais do Ensino Médio quanto à importância de fazer a carteira de trabalho e buscar aprimorar cada vez mais seu perfil para ser colocado no mercado de trabalho. Ainda neste mês, Machado espera visitar pelo menos duas escolas de Pelotas, uma no loteamento Pestano e outra na Zona Rural.

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