Estudo

FEE destaca dependência de municípios da região em relação a indústrias potencialmente poluidoras

Levantamento tem Rio Grande, São Lourenço do Sul e Pinheiro Machado com alto índice de dependência

16 de Abril de 2018 - 09h21 Corrigir A + A -
Noiva do Mar está entre as cinco localidades mais críticas em relação ao potencial poluidor do Estado (Foto: Infocenter DP)

Noiva do Mar está entre as cinco localidades mais críticas em relação ao potencial poluidor do Estado (Foto: Infocenter DP)

São pelo menos três as cidades da região com índice de dependência de indústrias potencialmente poluidoras (Indapp) considerado alto, segundo estudo feito pela Fundação de Economia e Estatística (FEE) em relação ao potencial poluidor da indústria de transformação e extrativa no Rio Grande do Sul, no período entre os anos de 2002 e 2015: São Lourenço do Sul, Pinheiro Machado e Rio Grande, com índices de 0,794, 1,000 e 0,991- considera-se de grande risco municípios com números acima de 0,7. Além disso, a Noiva do Mar encontra-se entre as cinco localidades mais críticas em relação ao potencial poluidor do Estado.

O estudo aponta que, em 2015, quase metade dos municípios gaúchos - 242 - dependia de indústrias com alto potencial poluidor, enquanto apenas 25 cidades - 5% do total - concentravam o segundo setor em empresas com baixo risco ambiental.

Para medir o potencial poluidor das cidades foi preciso obter um índice capaz de sintetizar a intensidade das atividades econômicas desenvolvidas em cada localidade e o volume produtivo destas atividades. Surgiram daí o Índice de Dependência do Potencial Poluidor da Indústria (Indapp-I), que mede a concentração das indústrias potencialmente poluidoras nas cidades, apontando a dependência delas em relação àquelas empresas com alto potencial de risco, e o Índice de Potencial Poluidor da Indústria (INPP-I), responsável por sintetizar a concentração das atividades industriais em relação à capacidade de poluir e ao volume de produção com chance de degradar o meio ambiente.

De acordo com Cristina Martins, economista da FEE responsável pela pesquisa, tais índices contribuem para a tomada de decisão na alocação das indústrias. No caso de uma empresa ser instalada em uma cidade já com alto risco ambiental - na atual situação, os municípios nem sempre podem se dar ao luxo de dispensar indústrias -, ela destaca a necessidade de ações preventivas que equalizem os efeitos. "Cabe também aos agentes públicos implementar políticas públicas que também visem essa minimização do risco", comenta ao Diário Popular.

Nas três cidades da região que Cristina destaca pelo Indapp-I alto, estão presentes indústrias de transformação: 36 em Rio Grande, quatro em São Lourenço do Sul e uma em Pinheiro Machado.


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