Agro

Número de estabelecimentos agropecuários diminui 14%

Censo do IBGE ainda não foi finalizado, primeiras análises já apontam redução de quase quatro mil propriedades na região

14 de Abril de 2018 - 15h23 Corrigir A + A -
Dados do IBGE devem ser divulgados em julho (Foto: Jô Folha - DP)

Dados do IBGE devem ser divulgados em julho (Foto: Jô Folha - DP)

O Censo Agropecuário do IBGE terá seus dados parciais divulgados apenas a partir de julho deste ano. Porém, durante o período de coleta, feito entre 1° de outubro e 28 de fevereiro, foi possível perceber a redução no número de estabelecimentos agropecuários na região de Pelotas em 14%.

No último censo, feito em 2006, foram visitados 26.537 estabelecimentos no polo de Pelotas, envolvendo 13 cidades, enquanto no atual, apenas 22.783 propriedades passaram pelo processo. Segundo o coordenador de subárea do censo em Pelotas, Oscar Neto, os dados ainda estão crus, e podem ter sido obtidos devido a diversos fatores.

Diferentemente do censo de 2006, o de 2017 passou a contar as diversas propriedades de uma pessoa como um único estabelecimento, vindo a influenciar na diminuição. O envelhecimento da população também pode ser um dos motivos, segundo Neto, embora estes dados só virão a ser levantados no censo demográfico de 2020. Outra motivação para a mudança pode ter sido o aumento de áreas arrendadas ou vendidas para vizinhos.

No Estado, o número de propriedades diminuiu em 18%. Segundo Neto, os dados já indicam um aumento na área de outras propriedades, pois a redução de área agropecuária não foi proporcional à redução dos estabelecimentos (estes dados ainda não foram completamente computados), indicando uma absorção, seja por venda ou por arrendamento. É considerado pelo IBGE um estabelecimento agropecuário a propriedade com produtividade, seja para comercialização ou subsistência. Portanto, áreas apenas para lazer, mesmo ficando em zonas rurais, não entraram no censo.

Recenseamento
O censo 2017 ainda está em fase de finalização. As 38 agências do IBGE no Estado seguem analisando e filtrando os números, passando pela verificação de questionários para evitar furos e erros nos dados finais. A região de Pelotas, com 13 municípios, dividiu as tarefas do recenseamento em três postos avançados - os outros dois são em Arroio Grande e Canguçu.

Na medida que o trabalho avança, são geradas tabelas de rendimento. O agente censitário municipal Evandro Gollo explica que por existirem cerca de 800 variáveis no questionário, são muitos os dados para serem analisados. "Eles vão causar bastante impacto (quando forem publicados)", imagina o agente.

Os dados deverão apontar toda a realidade relacionada à produção no campo. Desde custos, pessoas, equipamentos até produtividade de pontos como lãs, ovos, animais e lenha. Divisões das terras e produções agroindustriárias como geleias e doces também entram no censo. "É tudo o que estiver envolvido em uma produção agropecuária", explica Oscar Neto.

Reta final
Os maiores produtores ainda não foram todos recenseados. Por se tratarem de grandes áreas, é feito um censo descentralizado. A pessoa recebe uma visita agendada do supervisor e passa pelo censo. "Essas coletas vão influenciar nos números finais", comenta Neto.

Além disso, ainda faltam dados de coletas especiais, feitas em outros municípios. Este processo se dá quando o proprietário mora em outra área. Assim, a equipe do IBGE deste município faz a coleta das informações com ele e troca com a agência responsável pelo recenseamento da propriedade.

Proprietários de áreas com produção agropecuária ainda não recenseados podem procurar o IBGE. A agência de Pelotas fica na rua 7 de Setembro, 274, sala 1. O telefone é 3222-3494.

 


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