Obras

Trecho da duplicação da BR-116 pode ser assumido pelo Exército

Possibilidade está sendo buscada como uma alternativa à construtora do lote, que está em recuperação judicial; dos atuais 60% concluídos, Dnit pretende terminar mais 5%

12 de Março de 2018 - 19h54 Corrigir A + A -
O Comando Militar do Sul assumiria um trecho de aproximadamente 50km entre Guaíba e Barra do Ribeiro. (Foto: Paulo Rossi - DP)

O Comando Militar do Sul assumiria um trecho de aproximadamente 50km entre Guaíba e Barra do Ribeiro. (Foto: Paulo Rossi - DP)

Com cerca de 60% concluída e R$99,5 milhões garantidos para este ano, a obra de duplicação da BR-116 pode ter um novo ator, o Exército. O Comando Militar do Sul, que assumiria um trecho de aproximadamente 50km entre Guaíba e Barra do Ribeiro, ainda não confirma e lembra que diferentes trâmites precisam ser vencidos para que isso se concretize. Caso a parceria seja confirmada, as obras no trecho podem começar ainda neste semestre.

O Comando Militar do Sul já vem realizando obras em parceria com o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), tem realizado manutenção e obras na BR-116 na região de Vacaria. A parceria é realizada com o 1º Batalhão Ferroviário de Lages, em Santa Catarina. Até o momento, o assunto não foi tratado de maneira oficial dentro dos quarteis, informa uma porta-voz do Comando Militar do Sul. 

"A gente precisa criar soluções e pensar alternativas para a obra", sintetiza o superintendente regional do Dnit, Hiratan Pinheiro da Silva, sobre a possível participação do Exército. A opção é pensada em função das dificuldades financeiras que tem enfrentado a vencedora da licitação do lote. A empresa Constran está em recuperação judicial na 2ª Vara de Falência e Recuperações Judiciais de São Paulo. 

A construtora é responsável pelo lote 1, com obras paradas há mais de um ano. A obra é dividida em nova lotes, executados por oito empresas diferentes. Assinados em 2012 com previsão de conclusão para 2015, são 211 quilômetros no total para serem duplicados e o superintendente evita sentenciar um novo período para a obra ficar pronta. Ele explica que, dentro do setor de engenharia, são necessários mais dois anos de obras, no entanto, o andamento depente da liberação de recursos. "Cada empresa tem a sua realidade, o mercado de 2012 a 2018 mudou. Depende de mais R$500 milhões para concluir", explica Hiratan. 

Hoje estão em obras os lotes 4,5,6 e 7. Para este ano, a previsão da porcentagem de conclusão pode alcançar os 65%. A grande dificuldade enfrentada pelas empresas neste momento é o preço pago pelos materiais para confeccionar a camada final de asfalto. Em função do aumento, as empresas enfrentam dificuldades para a conclusão total e liberação de trânsito. 

Preço pago e preço praticado
Um dos problemas para a liberação de trechos praticamente concluídos tem sido a política de reajustamento da Petrobrás, informa Pinheiro. Desde que a revisão passou a ser mensal, o preço do material betuminoso para a confecção da última camada encareceu e o preço pago pelo Dnit é abaixo do praticado pela Petrobrás. "Tiveram paralisações de contratos em função deste aumento", lamentou o superintendente.

O caso dos reajustes está sendo tratado entre a direção do Dnit e o Ministério do Planejamento - a nova política afetou todas as obras do departamento no país.


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