Alarme falso

Suspeita de febre amarela é descartada

Paciente está internado na Santa Casa, mas Secretaria de Saúde já descartou se tratar da doença

13 de Fevereiro de 2018 - 13h04 Corrigir A + A -
A vacinação é a forma mais eficaz de evitar a febre amarela (Foto: Infocenter DP)

A vacinação é a forma mais eficaz de evitar a febre amarela (Foto: Infocenter DP)

Pelotas é um dos nove municípios gaúchos que apresentaram uma suspeita de febre amarela nas primeiras semanas de 2018. O caso já foi descartado pela Secretaria Municipal de Saúde (SMS). Das 51 suspeitas identificadas no Estado desde o ano passado, 38 foram descartadas, 13 ainda estão sob investigação e nenhuma foi confirmada.

O paciente segue internado na Santa Casa de Pelotas e é natural de Jaguarão. A suspeita surgiu logo após ele voltar de Minas Gerais, um dos estados com o maior número de casos notificados. De acordo com a secretária de Saúde, Ana Costa, o caso não se confirmou como febre amarela. Na cidade, os cuidados relacionados ao vírus são os mesmos que se tem com a proliferação do mosquito Aedes aegipty, um dos vetores da doença.

A vacinação é a forma mais eficaz de evitar a febre amarela. A alternativa é recomendada a quem vai viajar para áreas de risco e sua administração deve ser feita dez dias antes do deslocamento. Por recomendação do Ministério da Saúde, bebês de nove meses também devem ser imunizados. As doses estão disponíveis no Centro de Especialidades para toda a população e apenas para os bebês nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) Guabiroba, Simões Lopes, Bom Jesus, Barro Duro, Salgado Filho e Posto de Puericultura.

São consideradas áreas de maior risco de contaminação os locais de matas, florestas, rios, cachoeiras, parques e o meio rural. Estes lugares, em geral, abrigam vírus, hospedeiros e vetores naturalmente, ampliando a chance de exposição ao ciclo natural da doença. Além de Pelotas, foram notificados casos suspeitos da doença nos municípios gaúchos de Dois Irmãos, Frederico Westphalen, Igrejinha, Montenegro, Nova Petrópolis, Passo Fundo, Santa Maria e Tramandaí. Todos seguem em investigação.

A doença
O vírus da febre amarela é transmitido somente pela picada de mosquitos infectados, ou seja, não ocorre transmissão entre humanos ou entre humanos e animais. No Brasil, o ciclo da doença registrado atualmente é o silvestre. Casos de febre amarela urbana, onde o homem é o único hospedeiro com importância epidemiológica e o vetor é o mosquito Aedes aegipty, não são registrados no país desde 1942.

Os sintomas da doença aparecem de três a seis dias após a infecção. Eles incluem o início súbito de febre, calafrios, dor de cabeça intensa, dores nas costas, dores no corpo em geral, náuseas e vômitos, cansaço e fraqueza. Não há tratamento específico para a febre amarela, mas para seus sintomas.

No país
O monitoramento feito pelo Ministério da Saúde entre julho de 2017 e fevereiro deste ano mostra que 83% dos 1.286 casos notificados de febre amarela estão na região Sudeste. No período, 510 suspeitas foram descartadas, 423 permanecem em investigação e 353 foram confirmadas. Foram registradas 98 mortes em decorrência da doença, a maioria nos estados de Minas Gerais e São Paulo.


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