Preocupação

Segurança debate casos de homicídios em Pelotas

Foram apresentados dados e debatidas ações do Pacto Pelotas pela Paz

11 de Janeiro de 2018 - 18h24 Corrigir A + A -

Por: Giulliane Viêgas
giulliane.viegas@diariopopular.com.br

Mais da metade dos crimes foram cometidos pela disputa entre organizações criminosas, segundo a Polícia Civil (Foto: Carlos Queiroz - DP)

Mais da metade dos crimes foram cometidos pela disputa entre organizações criminosas, segundo a Polícia Civil (Foto: Carlos Queiroz - DP)

Em reunião com a cúpula dos órgãos de Segurança Pública da cidade, a prefeita Paula Mascarenhas (PSDB) disse, em entrevista ao Diário Popular, que os assassinatos praticados em Pelotas neste início de 2018 é algo pontual. Ela esteve reunida nesta quinta-feira (11) no 4º Batalhão de Polícia Militar (BPM), para debater as ações do Pacto Pelotas pela Paz com foco na redução dos crimes. "O cidadão precisa compreender que o que está acontecendo são questões pontuais". A Brigada Militar recebeu reforço de diversos policiais para atuar contra a criminalidade.

Nos primeiros nove dias de 2018, a cidade já registrou dez assassinatos. Mais da metade dos crimes foram cometidos pela disputa entre organizações criminosas, segundo a Polícia Civil. Os números representam aumento de 233,3% em relação ao mesmo período de 2017. 

A chefe do Executivo relaciona a explosão de assassinatos ao benefício da saída temporária e dos indultos de Natal e Ano-novo. Este ano, cerca de 30 apenados receberam o benefício. "Pelo menos 90% das pessoas que morreram tinham passagens pela polícia ou estavam com o direito". Apesar do alto número, a prefeita diz não estar surpresa com os dez assassinatos praticados até agora. "O número não me surpreende, me entristece porque são pessoas jovens", comentou. 

O secretário de Segurança Pública, Aldo Bruno Ferreira, disse que uma das sugestões apresentadas na reunião e que será enviada ao Judiciário é de que sejam reduzidos os números de benefícios de indultos e saídas temporárias. "Sabemos que é um direito mas entendemos que seria uma alternativa, pelo menos por enquanto já que o Carnaval se aproxima", disse. Para ele, as ordens de execuções partiram de grupos criminosos que ocupam as galerias do Presídio Regional de Pelotas (PRP). 

Apesar do medo e insegurança nos pelotenses,Tenente Bruno garante que a população deve ficar tranquila. "Estamos com todas as ações de fiscalização e repressão reforçadas. A população pode ficar calma porque está sendo feito um trabalho muito forte no que diz respeito aos homicídios e tráfico de drogas". 

Durante a reunião foram apresentados dados relacionados aos homicídios deste ano e o trabalho que vem sendo desenvolvido pelos órgãos de segurança. Os crimes praticados no ano passado também entraram na pauta. "Fizemos uma comparação com o ano de 2016. Quando estudávamos o Pacto Pelotas pela Paz prevíamos que a cidade atingiria 135 homicídios. Embora 113 assassinatos, incluindo os latrocínios, entendo que o projeto teve resultados", avaliou a prefeita. Questionada sobre os resultados de 2018, Paula preferiu não comentar o assunto. 


Comentários


Diário Popular - Todos os direitos reservados