Agronegócio

Falta de infraestrutura pesa no bolso

Produtores, empresários e lideranças ligados ao polo madeireiro apontam em seminário os principais entraves do setor

11 de Outubro de 2017 - 13h05 Corrigir A + A -

Por: Débora Borba
debora.borba@diariopopular.com.br 

O setor padece com a falta de infraestrutura.  (Foto: Paulo Rossi - DP)

O setor padece com a falta de infraestrutura. (Foto: Paulo Rossi - DP)

Com cerca de 780,9 mil hectares de área destinada às florestas plantadas no Rio Grande do Sul, 158,8 mil delas na Zona Sul, o setor padece com a falta de infraestrutura. A principal queixa é a ausência de manutenção das estradas. Estimativas da Associação Gaúcha de Empresas de Base Florestal (Ageflor) apontam para a geração de aproximadamente 373 mil empregos ligados à atividade no Estado. Dúvidas com relação aos dados do setor e as exigências burocráticas aplicadas pelos governos também são apontadas como gargalos para o melhor desempenho da atividade na região.

No segundo dia da 91ª Expofeira Pelotas, novamente as atividades científicas foram as grande atrações. Na 6ª edição do Seminário sobre Florestas Plantadas no Rio Grande do Sul, o transporte, responsável por um terço dos custos da atividade, foi o grande foco durante a manhã desta terça-feira (10). Conforme o presidente da Associação Gaúcha dos Produtores de Florestas Plantadas (Agaflor), Paulo Benemann, as estradas, além de muito ruins, são pedagiadas, o que acaba se somando no custo. “Hoje a produção se divide em um terço para pagamento de frete, outro terço para a colheita e outro para o produtor”, explicou, ao acrescentar que para ter retorno o produtor ainda necessita aguardar entre dez a 15 anos até o corte da planta.

Presente no evento, o prefeito de Jaguarão e presidente da Azonasul, Favio Telis, defendeu a união dos municípios com os produtores para tentar melhorar as condições das vias. “No momento atual, com redução de repasses, cobrar dos prefeitos é complicado. Mas tivemos uma boa experiência em Jaguarão no começo do ano, quando unimos o público e o privado para recuperar as estradas.”

Um terminal exclusivo
A operação portuária também ganhou espaço. Conforme o superintendente do Porto de Rio Grande, Janir Branco, no planejamento da entidade já há uma previsão destinada à criação de um terminal voltado às operações florestais. Ao lado do Tecon, na região conhecida como Barra Velha, a área foi definida após a manifestação de interesse de um empresário paulista, investidor no segmento em Pinheiro Machado. Atualmente a área sofre com ocupação de algumas famílias, que ainda precisam ser realocadas. Branco, porém, não descarta tratativas para compatibilizar com a indústria naval o uso dos estaleiros R1 e R2 para a atividade florestal.

Para ver
Este ano, a grande novidade do Seminário é o Pavilhão da Floresta Plantada, que deve ser aberto hoje e se estender até domingo, anexo à sede da Associação dos Engenheiros Agrônomos de Pelotas. No local ficarão expostas mudas, experiências de alunos da Agronomia e da Engenharia Industrial Madeireira, serraria portátil, implementos usados na atividade florestal, entre outros.


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