Ato

Por justiça e um pouco mais de empatia

Familiares e amigos da travesti morta no último fim de semana realizaram uma manifestação na praça Coronel Pedro Osório neste sábado

16 de Julho de 2017 - 16h57 Corrigir A + A -
Bruna foi morta a tiros no último fim de semana após ser estuprada e espancada (Foto: Leandro Lopes - DP)

Bruna foi morta a tiros no último fim de semana após ser estuprada e espancada (Foto: Leandro Lopes - DP)

No lugar da intolerância, a luta. Na tarde do sábado (15), familiares e amigos da travesti Bruna, assassinada perto de um campo de futebol em Pelotas no último dia 9, fizeram uma vigília e um protesto na praça Coronel Pedro Osório.

Nos cartazes expostos no chafariz - e em seguida levados até outros pontos -, mensagens que podem servir para o cotidiano de qualquer um: respeito ao próximo e um basta à violência. Mas o caso de Bruna tem seus contornos particulares, típicos da rotina de parcela da população que não costuma receber o mesmo tratamento dos demais apenas pelo fato de ser considerada diferente. Travesti, Bruna foi estuprada, espancada e, na sequência, assassinada a tiros. "Viemos aqui pedir por justiça. Queremos um basta a essa violência que sofremos diariamente e que terminou com a morte da Bruna, uma jovem", disse ao Diário Popular a atriz Márcia Monks.

O pai de Bruna, presente na manifestação, não quis se pronunciar, limitando-se a agradecer o apoio daqueles que utilizaram o sábado de sol para pedir justiça e empatia.


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