Boa causa

Empresários unidos para recuperar casas históricas

Cedidos em comodato por 30 anos pela Associação São Vicente de Paula ao Banco Madre Tereza de Calcutá, ambos passarão por obras

16 de Julho de 2017 - 16h12 Corrigir A + A -

Por: Maria da Graça Marques
graca@diariopopular.com.br 

Hoje, a chamada casa um começa a ser preparada para o início das obras

Hoje, a chamada casa um começa a ser preparada para o início das obras

Tapumes metálicos cercam hoje dois prédios localizados na rua Major Cícero, a partir da esquina com a Padre Anchieta. Cedidos em comodato por 30 anos pela Associação São Vicente de Paula ao Banco Madre Tereza de Calcutá, ambos passarão por obras - o primeiro, a chamada casa um, de restauração e o segundo, de reforma. Para tanto, os empresários são chamados a contribuir.

No local, funcionarão os Bancos de Leite, Roupas, Remédios e Empregos - apenas o do Alimentos permanecerá na avenida Fernando Osório, 1.280, por uma questão de logística, explica a presidente Maria Eulalie Fernandes. Sob a coordenação do grafiteiro Guilherme da Rosa, os tapumes mostrarão o trabalho destes bancos. A inauguração está prevista para março de 2018. Em dez dias começam as obras de reforço estrutural nos prédios, explica a arquiteta Helice Couto, que lidera o projeto.

A V3Empar já garantiu a mão de obra para as obras e outras empresas colaborarão nos próximos 12 meses. O custo total é estimado em R$ 350 mil. Segundo o diretor da V3Empar, Valdomiro Silva, a empresa apoia a restauração da casa um com a proposta da valorização das coisas da terra. Como empresa com capital 100% brasileiro e gaúcho, a V3Empar acredita ser importante a participação em iniciativas locais como esta.

Conhecido como Casa dos Torres, o prédio da rua Major Cícero, 201 é cadastrado no inventário do Patrimônio Histórico e Artístico de Pelotas, realizado com o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), dentro do sítio do primeiro loteamento da cidade. Sem registros da data exata de sua construção, a história remete a 1809 e sua relevância está no fato de ser o prédio mais antigo existente no município, protegido pelas leis municipal 4.568/00 e estadual 11.499/00, dentro da zona de preservação cultural de Pelotas.

Segundo a arquiteta, a casa um é caracterizada como prédio simples, contrastando com outros da época, e servia de moradia para família de prestadores de serviços para charqueadores da época. Em 30 dias deve ser lançada campanha para arrecadação de recursos, que incluirá a doação de materiais e a contribuição financeira, através de carnês. Diretor da Fuhro Souto Consultoria Imobiliária, Henrique Fuhro Souto planeja eventos para arrecadar fundos, como o de um jantar por adesões.


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